“Surpresa!” - disse A L I C E ao sair do chapéu. Surpresa de facto, enquanto pulamos do sofá depois de uma noite de lamúrias sobre a saudade dos nossos encontros. “12 de Outubro estamos de volta. Levantem-se, há que esticar! Ar no pulmão, vamos lá!” Tragam o corpo de verão: há um aniversário para celebrar!
Deepbass
Reggy van Oers
CHPTR live
Amulador
Deepbass. “Hmmm, já ouvi este nome.” - murmurou A L I C E fazendo uma pesquisa interior. E tinha razão, Darren Roberts é um velho conhecido do salão de baile lisboeta, tendo por cá servido música em Dezembro de 2014.
A efeméride do escocês, que perdura ainda em memória colectiva, tem, aliás, raízes mais profundas, visto que segue uma outra em 2013, onde através da editora portuguesa Reaktivate, assinou uma remistura.
Chegou-nos o zumzum que desde então o seu techno tenso e sério evoluiu e se tornou mais etéreo, mais alegre o que aguçou a vontade de o rever. “Sim, passou demasiado tempo.” - pensou A L I C E, e nesse instante decidiu voar até Barcelona e sussurrar-lhe ao ouvido: “Espero-te no Terreiro do Paço, juntos faremos dançar o Tejo.”
_____
Reggy van Oers. Telemorph. O nome da editora de Reggy van Oers parece escolhido a dedo para descrever o túnel da nossa A L I C E. A ideia é simples: viver entre a escuridão e a luz, tal como o Reggy. Em paralelo à editora, a série de eventos Morph representa bem a atitude vanguardista do nosso convidado, onde alia instalações visuais ao techno atmosférico e hipnótico que tem desenvolvido.
A complexidade de Reggy e das ambiências que procura têm epílogo no álbum Taciturn Manner, onde explora o experimentalismo das gravações de campo e batidas para a pista de dança. “Trazer o mundo inteiro para a pista, sim!” - exclamou A L I C E, sonhando acordada com a noite que tinha preparado.
Dress code
Venite come siete
Apertura porte
Età min.
18+
Location
Ministerium Club
"Nenhum dia é festivo por ter já nascido assim: seria igualzinho aos outros se não fôssemos nós a «fazê-lo» diferente."
"No day is festive because it was born that way: each day would be the same as the next if it weren´t for us «making it» different."
Cadernos de Lanzarote (1995)
José Saramago